Tudo o que você precisa saber sobre viabilidade econômica | Empresa Junior Mackenzie Consultoria

Tudo o que você precisa saber sobre viabilidade econômica



Quer abrir um negócio, mas não sabe se é viável? Ou pensa em expandir sua empresa e precisa dar um parecer sobre isso? O estudo de viabilidade econômica pode te ajudar!

Com essa análise é possível avaliar a viabilidade do negócio e obter uma projeção de seu comportamento frente ao mercado. Ela consiste em avaliar se determinado projeto é viável ou não, dessa maneira, sua empresa não corre o risco de dar andamento em um projeto e acabar parando na metade por perceber que terá somente prejuízos.

O estudo de viabilidade econômica é uma ferramenta capaz de fornecer informações sobre a rentabilidade e qual o seu impacto na empresa, tendo como objetivo prever ou antecipar os cenários otimista, pessimista e neutro de um plano. Nele são realizadas análises de mercado, produtos e serviços da empresa, receita, projeção de custos e investimentos, rentabilidade, concorrência e vantagens sobre a mesma, taxa de consumo dos clientes, taxa interna de retorno, fluxo de caixa, tendências dos ramos atuantes, capital de giro, valor presente líquido, mão de obra necessária, payback, faturamento, entre outras questões. Além disso, é muito importante realizar uma análise SWOT, que avalia o cenário da empresa diante das ameaças, oportunidades, forças e fraquezas para, assim, ter dados confiáveis.

Esse estudo prepara o empresário com informações baseadas em diversos critérios que, ao analisar em conjunto, permitem que as decisões sejam tomadas com mais clareza. Esse conjunto de informações permite que o gestor defina diretrizes e estratégias bem-sucedidas, além de evitar que a empresa perca dinheiro com investimentos que não gerem o retorno esperado, uma vez que, certas ideias na prática não funcionam como esperado.

A análise de viabilidade econômica deve ser realizada não só antes de abrir um negócio, mas também em outras importantes situações, como para a criação de um novo público-alvo, para a ampliação da área de atuação e antes do lançamento de novos produtos, assim as decisões podem ser tanto para dar continuidade quanto para corrigir algo que atrapalha em sua viabilidade.

Análise de Mercado


Como já foi dito anteriormente, a primeira etapa de um estudo de viabilidade é fazer a análise de mercado da área atuante, assim é possível coletar dados que são indispensáveis, como o grau de aceitação dos clientes, a sensibilidade ao cenário econômico do negócio e a variação em taxas de consumo.

É possível realizar um estudo assertivo através de comparações com empresas similares, pesquisas sobre o público-alvo e o levantamento de dados econômicos da região na qual atuará.

Projeção de Receitas


Após o diagnóstico e estudo de mercado é possível prever o fluxo de caixa para o projeto. Para isso é necessário levantar as receitas esperadas em determinado período e assim são realizadas simulações.

O orçamento de receitas deve ser delimitado pelo orçamento esperado da empresa, expectativa de crescimento e previsão de investimento no período determinado. Com isso, é garantido que a receita prevista será o mais realista possível, aumentando a confiança no fluxo de caixa feito.

Projeção de custos, despesas e investimentos


Assim como a projeção de receitas, a projeção de custos, despesas e investimentos tem algumas premissas. A principal delas é que esses custos, despesas e investimentos devem justificar a projeção de receitas.

Nesta etapa, deve-se atentar a todos os três cenários: pessimista, neutro e otimista, sempre os comparando criticamente e determinando aquele considerado mais eficiente à realidade do projeto, tendo como base a análise de mercado e as premissas adotadas.

Durante a projeção de custos, deve-se analisar três tipos de custos: fixos, variáveis e os impostos. As despesas fixas são aquelas previsíveis e recorrentes, como aluguel. Já as despesas variáveis são relacionadas com o volume de produção e vendas. Geralmente, estão associadas à compra de matérias-primas e comissões de vendas.

Lembre-se também de incluir uma projeção de reinvestimentos, levando em consideração que, tanto a estrutura da empresa ou do projeto, quanto o mercado em que se deseja investir, pode e vai mudar enquanto este estiverem ganhando forma.

Projeção dos fluxos de caixa


Com todos dados sobre as receitas, despesas e custos em mãos, você poderá projetar o fluxo de caixa da sua empresa. Assim, será possível obter uma estimativa das entradas e saídas de receitas, os possíveis saldos futuros e quanto terá no caixa do seu negócio.

Quando falamos em fluxo de caixa, estamos nos referindo à movimentação financeira que acontece em uma empresa ou com relação a um projeto, ou seja, ao dinheiro que entra e que sai diariamente. Para obtê-lo, é preciso analisar a diferença existente entre a projeção de receita que será feita e a projeção de despesas. É um instrumento essencial para realizar a gestão financeira de uma empresa.

Análise de indicadores


A última etapa do estudo de viabilidade econômica é a análise de indicadores chaves que irão garantir o sucesso do estudo. Existem alguns indicadores econômicos que podem ser obtidos através do estudo de viabilidade econômica e que também vão ajudar a decidir se o investimento vale a pena ou não, pois analisando estes indicadores será possível identificar a viabilidade e a expectativa de lucros, além do tempo necessário para recuperar o total investido.

Na análise, são utilizados três indicadores:

Valor Presente Líquido – VPL


O VPL é o resultado da diferença entre o valor investido e aquele resgatado ao fim do investimento. Sendo assim, o uso desse indicador permite visualizar se um projeto vale mais do que custa.

Ele vai analisar todos os fluxos de caixa relacionados ao projeto em uma data só. Isso quer dizer que, de todos os fluxos de caixa serão descontados a uma Taxa Mínima de Atratividade (TMA), até que se chegue à data em que foi realizado o investimento. A partir disso, será feita a soma de todos os fluxos e em seguida a subtração do montante que foi investido.

Com esse cálculo, se o resultado obtido for positivo, entende-se que é o projeto pode gerar lucros. Em caso de resultado zerado, pode-se dizer que o projeto vai pagar seus custos e despesas, mas, sem gerar lucro para o seu investidor. Já se obtivermos um resultado negativo, as chances de o projeto gerar prejuízo são consideráveis.

Taxa Interna de Retorno- TIR


A taxa de retorno é o que representa a possibilidade do projeto ser rentável ou não. É uma taxa percentual, que segue a periodicidade dos fluxos de caixa avaliados, ou seja, se estes forem mensais a TIR também será mensal, se forem anuais, ela será também anual.

Ao se analisar a TIR, deve-se ter em mãos a taxa mínima de atratividade (TMA) do investimento, pois será necessário comparar essas duas taxas. Ao se fazer a comparação, depara-se com três possíveis cenários.

1- O primeiro deles é quando sua TIR é maior que a TMA. Neste cenário, seu projeto consegue pagar o investimento e ainda sobra capital, ou seja, terá lucro.

2- No cenário onde a TIR = TMA, significa que seu projeto consegue pagar o investimento sem gerar lucro.

3- E o terceiro cenário é quando sua TIR é menor que a TMA, ou seja, seu projeto não consegue sequer pagar o investimento, gerando prejuízo.

Payback


Já o Payback é um indicador que nos possibilita entender o tempo que verdadeiramente o projeto vai levar para se tornar rentável, viável e gerar retorno para o investidor. Ele pode ser calculado de duas maneiras:

1- A primeira é por meio do payback tradicional, que não considera o valor do dinheiro investido no tempo;

2- E a partir do payback descontado, que faz a utilização da TMA, para fazer o desconto dos fluxos de caixa analisados, trazendo-os à mesma data do que foi investido inicialmente.

Nós da EJMC esperamos que esse conteúdo seja de grande utilidade para você! Para obter uma consultoria sobre esse assunto entre em contato conosco!

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