O que 2021 levou de 2020? | Empresa Junior Mackenzie Consultoria

O que 2021 levou de 2020?

O que 2021 levou de 2020?

Fonte: www.vcosentino.com.br

O Réveillon é um período do ano em que desejamos deixar todos os problemas para trás e criamos diversas expectativas para o ano subsequente.

O ano de 2019, foi marcado por um grande avanço no cenário econômico, com a aprovação da reforma da previdência e melhora nos indicativos econômicos, o que contribuiu para um clima de confiabilidade positiva das empresas. Consequentemente, projetávamos um ano de 2020 promissor, entretanto, mal imaginávamos o que estaria por vir.

Vivenciamos uma das maiores pandemias da história mundial. De acordo com jornal americano “The New York Times”, mais de 131 milhões pessoas já foram infectadas, culminando na morte de 2,85 milhões de pessoas em todo o mundo.

O Brasil é o segundo país com mais casos de COVID-19, com mais de 13 milhões de infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, 30,7 milhões.

Em relação ao contexto econômico mundial, a pandemia trouxe uma das maiores crises financeiras desde o crash da bolsa de valores americano em 1929, segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional).

No cenário nacional, sofremos com um declínio significativo no PIB (Produto Interno Bruto), aproximadamente 4,1%, em comparação com 2019. Essa é uma das menores taxa da série histórica, iniciada em 1996.

Apesar de tudo isso, quais aspectos importantes podemos levar desse 2020 tão atípico? Veremos a seguir.

Resiliência: palavra difícil, mas necessária

Considerando o cenário mundial do início da pandemia, em que diversos países impuseram restrições rígidas de distanciamento social, devido ao aumento significativo de casos da COVID-19, vivíamos com a incerteza de quando voltaríamos a ter uma vida normal. Diante disso, precisávamos nos reinventar para conseguirmos sobreviver a esse período contingencial.

Características como empatia e resiliência tornaram-se fundamentais para superarmos o ano de 2020, pois necessitávamos lidar com uma pandemia agressiva e ainda continuar nossas vidas na medida do possível, executando nossas rotinas.

Sobretudo, resiliência consiste na capacidade de resistirmos às situações adversas e convertermos algo nocivo em um grande aprendizado. Esse atributo define o que era primordial para o ano de 2020 e será indispensável para 2021, pois demandaremos de uma reconstrução no âmbito profissional e pessoal.

Visando o ambiente corporativo, diversas organizações tiveram seus negócios prejudicados, devido aos impactos da pandemia. Com isso, as mesmas tiveram que reestruturar seus negócios, tendo em vista minimizar os efeitos negativos da crise sanitária mundial.

Algumas dessas empresas, aproveitaram as restrições impostas pelo Governo, para investir no comércio digital. Segundo dados do siteE-commerce Brasil”, mais de 1,3 milhões de negócios foram criados na internet em 2020, o que proporcionou um crescimento anual de 40,7%.

A Amazon, uma das maiores empresas do mundo, cresceu muito no segmento digital. De acordo com o balanço divulgado no site da empresa, foram faturados aproximadamente US$ 386 bilhões (trezentos e oitenta e seis bilhões de dólares), apenas em 2020.

De certa forma, a internet tornou-se um canal de vendas com grande potencial de lucratividade. De acordo com ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o faturamento do e-commerce brasileiro foi de aproximadamente R$ 42 bilhões (quarenta e dois bilhões de reais) nos oito primeiros meses de 2020.

Além disso, promove diversas facilidades, tanto para clientes, que podem realizar suas compras no conforto de suas casas através de um simples click, quanto para as empresas, reduzindo seus custos operacionais. Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto IPSOS, em 2021, o perfil do novo consumidor desse segmento são mulheres, com menos de 35 anos e de alta renda.

Outra tendência que chegou de 2020 para 2021 é a necessidade de diversificação dos canais de comunicações das empresas, visando prospectar um número maior de leads. As redes sociais tornaram-se canais que podem trazer retornos significativos com baixo custo financeiro.

Possuir uma gestão de marca bem estruturada, processo chamado de branding, é uma estratégia importante que muitas empresas aplicam para potencializar sua presença na web e em 2021, isso será mais do que necessário.

Dentre os métodos que podem fomentar esse processo, o investimento em marketing digital o melhor custo benefício, pois não é necessário dispor de um grande capital para obter retornos consideráveis.

Home office e suas fases

Outro ponto que foi bastante frequente em 2020 foi o trabalho em home office. Diversas empresas optaram por essa alternativa para manter o funcionamento, mesmo sem poder desenvolver suas atividades presencialmente. Esse novo modo de trabalho passou por alguns estágios de maturação e aceitação geral, os quais serão explicados a seguir.

O primeiro estágio foi denominado como “estágio da empolgação”, visto que grande parte das pessoas estavam entusiasmadas em trabalhar em casa, imaginando que o trabalho seria mais flexível em comparação com o trabalho presencial.

Após os primeiros meses, entramos no segundo estágio, que podemos chamar de “igualdade perante o zoom”. É o momento em que percebemos o quão complexo é trabalhar em casa, já que alguns problemas como barulhos externos, falhas de conexões e falta de habilidades com software foram enfrentados.

Na transição de ano, percebemos que o home office é uma tendência muito frequente e, provavelmente, será a nova forma de trabalho daqui para frente.

Essa nova modalidade trará grandes benefícios, tanto para o empregador quanto para o colaborador, tais como poder trabalhar distante da matriz da empresa, possibilitar a contração de mão de obra qualificada fora do país, entre outros benefícios.

Autodidatismo: o novo e frequente método de aprendizado

Devido a obrigatoriedade do Governo Federal em realizar o distanciamento social, diversos cursos, escolas e faculdades tiveram que encerrar suas atividades presenciais e migrarem para o Ensino À Distância (EAD). Como resultado, houve a necessidade de desenvolver o autodidatismo, que consiste em adquirir conhecimento de maneira própria.

De acordo com o levantamento realizado pelo Google, o segmento de cursos on-line teve um aumento substancial de aproximadamente 130% na procura por cursos de especialização no ápice da quarentena.

Tais cursos, são oferecidos por um preço acessível, por não ter necessidade de dispor de um ambiente físico e, majoritariamente, os cursos oferecem diplomas reconhecidos pelas instituições de ensino.

Grande parte das pessoas, que sofreram algum impacto da pandemia no âmbito educacional, tiveram dificuldade de desenvolver esse protagonismo na qualificação, o que tornou 2020, o ano em que assinar um curso on-line e não o realizar tornou-se algo comum.

No entanto, para a minoria das pessoas que conseguiram desenvolver tal protagonismo, conseguiram aproveitar a gama de cursos que estão disponíveis na internet para se qualificar e, futuramente, buscar se reposicionar no mercado trabalho.

Extra: O que podemos esperar da economia em 2021?

No contexto sanitário, o ano de 2021 começou da mesma forma em que 2020 terminou, com altas taxas de mortalidade e contaminação. Entretanto, 2021 marca o início da vacinação em massa da população mundial.

Segundo dados da “Our World in Data”, site especializado em pesquisas empíricas, os Estados Unidos lideram o ranking de vacinação, com aproximadamente 165 milhões de doses aplicadas, seguido pela China (140 milhões) e Índia (79,1 milhões). O Brasil se aproxima da marca de 22 milhões de doses distribuídas, o que representa aproximadamente 10% da população.

O que se refere ao cenário econômico para esse ano de 2021, podemos esperar uma melhora significativa em relação a 2020. Conforme o relatório de mercado “Focus”, há uma expectativa de fecharmos 2021 com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,17%. Percebe-se uma melhora relativa da expectativa da produção nacional, dado que em 2020 fechamos o PIB com uma queda 4,1%.

Com as restrições impostas pelo Governo em 2020, houve uma redução considerável do consumo da população. Com isso, houve um aumento significativo das reservas em poupança, com uma captação líquida de 166 bilhões de reais. Com a volta gradativa das atividades econômicas, há uma projeção do aumento do consumo, o que aquecerá a economia.

Alguns setores como turismo, lazer e alimentação, pendem a ter uma retomada em um ritmo lento em comparação a outros setores da economia, pois enfrentam restrições de funcionamento que apenas a vacinação pode flexibilizá-las.

No que tange a inflação, 2021 será um ano complicado para o bolso do consumidor. O ano 2020, fechou com uma taxa de inflação de 4,52%, com tendências de altas, e 2021 iniciou com a mesma tendência de alta. Segundo o relatório de Mercado Focus, divulgado na segunda-feira (05/04) pelo Banco Central, mensura o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2021 em 4,81%. Esse índice é utilizado para o cálculo da inflação.

Portanto, com o início da imunização em massa, podemos esperar uma volta gradativa da economia nacional. Entretanto, será uma volta em um ritmo desacelerado, pois será necessário dispor de uma população com altos números de vacinados, para a economiza voltar ao seu estado “normal”.

2021: o início do futuro

Em síntese, a pandemia mudou todo o contexto em que a sociedade está inserida, consequentemente impôs a necessidade de tornarmos resilientes, convertendo essa crise em uma oportunidade de desenvolvimento.

Segundo o cientista Albert Einstein “A crise é a maior benção que pode acontecer às pessoas e aos países, porque a crise traz progresso [...]”, ou seja, esses momentos de crise é a circunstância ideal para buscar soluções criativas, rever ideias ultrapassadas, arriscar de forma calculada e inovar.

De certa forma, as empresas tiveram que adaptar-se a uma realidade totalmente desconhecida. Com isso, inovaram em suas metodologias de trabalho, em seus processos produtivos e na forma que enxergam o mercado no geral.

Portanto, o aprendizado que levaremos para o futuro é a importância da inovação, para adequar-se as transformações do macroambiente e a inserção da internet como um novo canal de vendas.

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